Um pouco de história não faz mal a ninguém
Comecei minha carreira trabalhando em um departamento da faculdade de odontologia da USP, tratando de pessoas com disfunção da ATM (articulação temporo – mandibular, a mesma que você usa parta falar e comer). Muitos destes pacientes eram tratados com sucesso até que se anunciasse a data da alta, a partir daí as dores regrediam sem motivo aparente. Por isso acreditavam que havia algum fator emocional envolvido.
No inicio tentei entender porque estas pessoas ficavam “ligadas” ao tratamento e à doença em si, e aos poucos fui me interessando por linhas que olhassem essencialmente para a questão do corpo (comecei estudando Reich). Esperava conseguir extinguir o trauma com exercícios e técnicas, mas isso não acontecia. Parecia que as pacientes e eu queríamos conversar, trocar informações, fazer perguntas e procurar respostas.