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	<title>Dora Lorch</title>
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	<description>Melhorando os relacionamentos</description>
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		<title>MÃE SABE MAIS. SERÁ?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 20:52:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONFLITOS ENTRE PAIS E FILHOS]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[ditos de sua mãe]]></category>
		<category><![CDATA[E impôs pela força do di]]></category>
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		<category><![CDATA[Intuição materna]]></category>
		<category><![CDATA[intuição materna não tem valor?]]></category>
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		<category><![CDATA[Será que a intuição materna é tão boa assim?]]></category>
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		<description><![CDATA[Vi encantada o filme enrolados. Achei muito bem caracterizado o humor adolescente,  em especial a cena em que Rapunzel finalmente sai da torre do castelo: ela oscila entre feliz e amedrontada com os ditos de sua mãe de que não será capaz de se virar sozinha; fica entre eufórica  pela liberdade recém adquirida e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vi encantada o filme enrolados. Achei muito bem caracterizado o humor adolescente,  em especial a cena em que Rapunzel finalmente sai da torre do castelo: ela oscila entre feliz e amedrontada com os ditos de sua mãe de que não será capaz de se virar sozinha; fica entre eufórica  pela liberdade recém adquirida e o receio de que sua  mãe ficaria arrasada com sua independência.</p>
<p>Mas o que mais me chamou a atenção é a música que diz : sua mãe sabe mais. Isso mesmo,  sua mãe sabe mais sobre você do que você mesma.  Fiquei pensando sobre isso e nos muitos casos que atendi e que acompanhei onde os pais interferiram definitivamente na vida dos filhos, na escolha profissional, nos relacionamentos afetivos.</p>
<p>Será que os pais sabem mesmo o que é melhor para seus filhos? Será que a intuição materna é tão boa assim?</p>
<p>Lembro do caso de uma mãe que insistiu para que a filha não fizesse biologia porque isso não era profissão, profissão mesmo era ser advogada, médica, contadora. E impôs pela força do dinheiro, sua vontade. Moral da história, a menina fez a faculdade que a mãe escolheu, se formou e depois de alguns poucos anos largou a profissão. Neste meio tempo, a biologia virou uma profissão das mais reconhecidas com o seqüenciamento dos DNA. As coisas mudaram, e ninguém tinha como prever esta reviravolta, nem a mãe prestimosa.</p>
<p>Porém, mais nefasto do que escolher a profissão, que de uma forma ou de outra podemos mudar, é a intromissão nos assuntos afetivos.</p>
<p>José era um bom menino, inseguro como os adolescentes costumam ser, com receio de não ser amado, de não ser aceito, de não dar certo, com uma mãe possessiva e autoritária,  que só aumentava sua insegurança. Ela tinha certeza que sabia o que era melhor para ele.</p>
<p>Quando José se apaixonou, a mãe fez de tudo para que ele deixasse “aquela mulher” que com certeza não ia lhe fazer bem.</p>
<p>Como Rapunzel, ele se imaginou fugindo com a moça, vivendo do seu trabalho. Mas teve medo de arriscar, porque sabia que teria que acabar a faculdade, estudar no exterior, e isso dependia da boa vontade dos pais. Como Rapunzel ele oscilou entre obedecer e seguir sua vontade, entre a sua percepção da vida e a experiência da sua mãe.</p>
<p>Como filho obediente que era, telefonou para a menina, com a mãe do lado, e disse tudo o que a  mãe lhe recomendara. Chorou muito depois, mas a mãe lhe garantiu que isso passaria.</p>
<p>Ao longo dos anos namorou outras meninas ao gosto da mãe, mas nenhuma despertou paixão. Afinal o que ele queria numa mulher e o que sua mãe desejava eram coisas bem diferentes!</p>
<p>Até que a mãe morreu. E desta coisas da vida, re-encontrou a tal garota, agora mulher, com filhas adultas, ele solteiro, ela divorciada. Numa conversa informal, os sentimentos foram crescendo, a paixão reacendeu.</p>
<p>José tem certeza que ela é sua alma gêmea. Sua mãe acertara em muitas coisas, mas errara na avaliação do amor dos dois.</p>
<p>Então quer dizer que intuição materna não tem valor?</p>
<p>Tem sim. Intuição é um conjunto de aspectos que as pessoas sentem, mas não conseguem decodificar, e por isso mesmo é definida como sensação. Sabe aquela pessoa que foi te visitar e você “intuiu” que ela não se sentiu à vontade? Não seria porque ela sentou na beiradinha da cadeira, com a bolsa no colo, pouco falou e só olhava para a porta? Estes detalhes passam despercebidos, ou seja, há sinais visíveis, só que eles não ficam no consciente.</p>
<p>As mães que olham seus filhos, costumam acertar nos sentimentos que os filhos estão vivenciando, ao avaliar se determinado fato irá fazê-los sofrer, ou se  lhe trará alegrias. Elas em geral acertam no potencial dos filhos,mas é bom lembrar que ao longo da vida nós desenvolvemos habilidades e características que são importantes, porém não há como prever quais.</p>
<p>Quero enfatizar aqui a importância dos filhos ouvirem as histórias de vida da família: pais, avós, tios, porque muito se aprende nestas conversas. Uma coisa é a teoria outra é a prática. Ninguém aprende a tomar sorvete teoricamente, é preciso viver certas experiências.</p>
<p>No tocante às antecipações do futuro,  não há intuição, há opinião e opiniões são falíveis.</p>
<p>O  problema é que os  filhos ouvem o que os pais dizem como se fossem ordens. Só se dão conta que aquela fala era um palpite quando é tarde demais&#8230;</p>
<p>Boa semana.</p>
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		<title>O JEITO DE CADA UM</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 12:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medos]]></category>
		<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Aprenda!]]></category>
		<category><![CDATA[desobediência depende somente da boa vontade]]></category>
		<category><![CDATA[é o medo do oprimido que o inibe de lutar]]></category>
		<category><![CDATA[Emagreça!]]></category>
		<category><![CDATA[ensinar como lidar com os medos]]></category>
		<category><![CDATA[filhos nos desobedecem]]></category>
		<category><![CDATA[lidamos com nossos sentimentos.]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[NÃO QUISESSE]]></category>
		<category><![CDATA[não tinha forças para enfrentar seu medo]]></category>
		<category><![CDATA[Pare de fumar!]]></category>
		<category><![CDATA[problemas maiores e mais poderosos do que eles são.]]></category>

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		<description><![CDATA[ Cada pessoa é um mundo, mas podemos analisar cada mundo, e quem sabe classificá-los em grandes grupos, na maneira como lidamos com nossos sentimentos. Na praia, por exemplo, os pais querem que seus filhos gostem do mar, tanto quanto eles gostam. Por isso usam de vários estratagemas, indo devagar, aproximando seus filhos do prazer de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Cada pessoa é um mundo, mas podemos analisar cada mundo, e quem sabe classificá-los em grandes grupos, na maneira como lidamos com nossos sentimentos.</p>
<p>Na praia, por exemplo, os pais querem que seus filhos gostem do mar, tanto quanto eles gostam. Por isso usam de vários estratagemas, indo devagar, aproximando seus filhos do prazer de estar na água, brincando junto.</p>
<p>Mas o que aconteceria se o filho emperrasse na beirada da água e não quisesse entrar de jeito nenhum?<span id="more-342"></span><!--more--></p>
<p>Basta ficar parada em  qualquer praia, para perceber que cada um lida com a situação à sua maneira: uns brincam, outros ralham, outros desconsideram os berros de medo dos filhos.</p>
<p>Certa mãe, ao ver seu filho com medo, puxava sua mão, e dizia vem, vem filho, se você não vier vou te jogar na água! E ria.</p>
<p>Interrompi, e fui conversando com a mãe que daquela maneira o medo da criança só ia aumentar. Tão logo ela se desconcentrou, o menininho (devia ter entre 1 e 2 anos) saiu correndo em direção oposta ao mar.</p>
<p>O que ela esperava? Que suas ameaças diminuíssem seu medo? Que ele ponderasse que não deveria ser tão ruim? Será que com este discurso ela esperava boa vontade de um bebe????</p>
<p>Claro que este exemplo é bem básico, e não acredito que você obrigue seu filho a entrar no mar enquanto ele estiver com medo. Mas não é isso que fazemos quando nossos filhos nos desobedecem e nós achamos que a desobediência depende somente da boa vontade deles? Não é assim que lidamos com as limitações que eles nos apresentam? Não dizemos: Aprenda! Emagreça! Fique calma menina! Passe no vestibular! Pare de fumar! Pare de beber! Pare&#8230;</p>
<p>Pergunto: o que estamos esperando com isso? Será que nossas “ordens” podem ser cumpridas somente pela vontade?</p>
<p>Da mesma forma que o menininho não tinha forças para enfrentar seu medo do mar, da mesma maneira que ele via seu oponente em toda sua magnitude, nossos filhos podem estar vendo seus problemas maiores e mais poderosos do que eles são.</p>
<p>Portanto, da mesma maneira que os pais vão aproximando os filhos do mar, ensinando como lidar com ele, mostrando os perigos e o lado bom, deveríamos lidar com os outros problemas que eles enfrentam.</p>
<p>É claro que as crianças precisam aprender a se defender e a enfrentar os medos que a vida providencia, mas ensinar como lidar com os medos, deveria fazer parte da educação. Perceber que está com medo e criar estratégias para enfrentá-lo, é parte do papel dos pais e educadores.</p>
<p>Diz Paulo Freire que é o medo do oprimido que o inibe de lutar<a href="http://www.doralorch.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftn1">[1]</a>. Ele comenta o que nós do Florescer também percebemos: que é impossível se desvencilhar do medo, se achamos que o inimigo é imbatível. Por isso é preciso ir desmontando o oponente, seja ele alguém, ou o mar, e mostrando para o medroso, que o inimigo tem suas vulnerabilidades. Desta forma podemos transformar nossas fraquezas, neste caso nossos medos, em força de enfrentamento.<a href="http://www.doralorch.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftn2">[2]</a></p>
<p>Fiquei pensando em porque uma mãe diria isso a um filho assustado e concluí que era assim que ela lidava com seus problemas: sem espaço para sentir, e por isso mesmo sem planos de como lidar com as dificuldades, na raça.</p>
<p>Mas será que dá certo?</p>
<p>Bom ano novo. Boa semana.</p>
<hr size="1" /><a href="http://www.doralorch.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref1">[1]</a>  Paulo Freire – Pedagogia da Esperança – Ed. Paz e Terra – 16º edição-  pag 125</p>
<p><a href="http://www.doralorch.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref2">[2]</a> Dora Lorch é co-autora de Ruth Rocha na coleção “Os Medos que eu tenho”  Ed. Moderna</p>
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		<title>MEDO DE ET</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 14:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Pode parecer estranho, mas tenho percebido que muitas crianças tem medo de ET, com seus olhos enormes e seus poderes inimagináveis. Não se enganem, estes ETs não são seres extra terrestres como pode parecer, são seres bravos! Isso mesmo, as crianças ficam desconfiadas que suas mães e pais possam ser ETs quando eles ficam muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode parecer estranho, mas tenho percebido que muitas crianças tem medo de ET, com seus olhos enormes e seus poderes inimagináveis. Não se enganem, estes ETs não são seres extra terrestres como pode parecer, são seres bravos! Isso mesmo, as crianças ficam desconfiadas que suas mães e pais possam ser ETs quando eles ficam muito nervosos. <span id="more-334"></span>Vale lembrar que os filhos são seres frágeis, e tem medo de não serem aceitos, de não serem amados, de serem abandonados. Por isso,  algumas crianças desconfiam que os pais quando ficam “fora de controle” ( muito nervosos, muito bravos, explosivos) foram “abduzidos”.  Melanie Klein já dizia que os bebes reconheciam um seio bom e um seio mau, e o seio mau era aquele que não estaria de prontidão quando o bebe precisasse;  por isso acho que os ETs para estas crianças,  são a encarnação da mãe má, aquela que briga,  aquela que não faz o que o filho quer, aquela que dá medo, em outras palavras, todas nós em algum momento.</p>
<p>Outras crianças tem outros  medos não menos assustadores, como por exemplo,  medo de Jesus. Lembro de uma menininha que não conseguia passar pela sala onde havia um quadro da santa ceia: temia que Ele visse alguma coisa que ela teria feito de errado, e a castigasse.</p>
<p>Por isso nós do Florescer não estranhamos os medos  que aparecem, e não foi diferente com Maíra.  Ela tinha medo de ETs. Pesquisamos o relacionamento familiar: pai que batia, mãe deprimida que não conseguia parar os excessos do pai. Conversamos com pai e mãe, fortalecemos a família, mas nada disso mudou o medo da filha.</p>
<p>Conversa vai, conversa vem, descobrimos que ela ficava na casa de uma cuidadora quando voltava da escola, e esta mulher tinha um filho adolescente. Estranhamos. O psicólogo perguntou à menina o que ela achava do tal garoto. Ela se retraiu. Investigando,  descobrimos que ele abusava dela  na hora em que a mãe dele ia para cozinha fazer qualquer coisa.</p>
<p>Seria este o medo do ET?</p>
<p>Foi numa roda de conversa, que descobrimos que a mãe já tinha ouvido a filha reclamar do abuso, e por isso mudara de cuidadora.  A mãe sentiu-se diminuída, como se o abuso fosse  culpa sua. Impotente por não conseguir cuidar de Maíra como deveria, esmagada por suas convicções religiosas, vivia apavorada com a possibilidade de ser chamada no Conselho Tutelar, e talvez perder a guarda da menina.</p>
<p>De repente tudo fez sentido:  D. Antônia,  a senhora tem noção que sua filha é uma menininha indefesa em relação a um adolescente? Sabe que um adolescente é maior, mais forte e tem poder de persuasão?  Sabe que ela não teve escolha? Quer dizer, ela pode ter cedido ao abuso, mas o que ela poderia fazer nestas circunstancias? Estou sentindo que a senhora avalia esta situação como se a Maíra fosse grande e dona de seu nariz, mas não é o caso.</p>
<p>A senhora é muito religiosa não é? Leva sua filha à  igreja? Já lhe falou sobre pecados?</p>
<p>Chamamos Maíra e perguntamos sobre a igreja, os sermões e os pecados. Ela começou a chorar.  D. Antônia também desabou num choro de culpa e dor. Ambas  acharam que  tinham pecado mortalmente e temiam pela punição divina, uma por permitir o abuso, outra por não ter conseguido evitá-lo.</p>
<p>O medo do ET era na verdade, o medo de um ser onipresente, onipotente e que viria castigá-la. O medo de Maíra era o medo de Deus.</p>
<p>Fica aqui um recado para pais religiosos: cuidado com o que você fala sobre Deus, porque isso pode afastar seus filhos do mais importante,  do amor fraternal e incondicional que Jesus pregou.</p>
<p>Boa semana</p>
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		<title>A DURA VIDA DAS MÃES</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 15:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
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		<category><![CDATA[filhos estão aprendendo]]></category>
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		<category><![CDATA[vida das mães]]></category>
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		<description><![CDATA[ Como é dura a vida das mães!  Apesar de todo  trabalho e esforço que fazemos para ajudar os filhos com a infra-estrutura do presente, e nos seus planos de futuro; das tentativas de ajudar com nossa experiência, a encurtar caminhos e mostrar onde há  becos  sem saída, ainda temos que aguentar a onipotência dos adolescentes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Como é dura a vida das mães!  Apesar de todo  trabalho e esforço que fazemos para ajudar os filhos com a infra-estrutura do presente, e nos seus planos de futuro; das tentativas de ajudar com nossa experiência, a encurtar caminhos e mostrar onde há  becos  sem saída, ainda temos que aguentar a onipotência dos adolescentes, que acham que sabem tudo, e que nós adultos só não mudamos o mundo porque “ não tínhamos realmente vontade”.</p>
<p>E quantas vezes não ficamos ouvindo uma história que nunca mais termina, tantas vezes repetida;  azar o seu se tentou dar uma opinião! Você não entende mesmo! Se criticou, foi muito dura; se não falou nada,  não estava levando a conversa a sério.</p>
<p>Afinal, o que eles querem e porque brigam tanto com a gente?</p>
<p>Os filhos estão aprendendo seus limites, tem muito medo de se depararem com eles e não saberem o que fazer. Perceber que não somos capazes de fazer algo que queremos muito, é mesmo frustrante, mas não é o fim da linha. Na verdade é o começo, porque ao falhar nos deparamos com o que falta, e esta lacuna nos impulsionará para conseguir o que desejamos. Mas aos olhos dos mais jovens um deslize pode ser uma sentença de incapacidade eterna.</p>
<p>Por isso é mais fácil brigar com os pais, e por a culpa destes limites neles. Assim o adolescente continua com a sua onipotência,  e a responsabilidade por não ter dado certo, adivinha, é dos pais.</p>
<p>É aí que muitos pais se cansam e acham que os filhos podem fazer o que quiserem, afinal são grandes.</p>
<p>Mas o que fazer se o filho acha que não deve estudar, ou se acha que não vai conseguir aprender? Largar mão? Insistir?</p>
<p>Na verdade a questão é outra, a desistência tem a ver com a visão que cada pessoa tem de suas capacidades, e de como vai ultrapassar suas limitações. Aliás, Yves de La Taille<a href="http://www.doralorch.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftn1">[1]</a> diz que limites existem para serem ultrapassados. Tem pessoas que acham que não são capazes de  aprender determinada matéria, como matemática por exemplo, e mesmo antes da explicação já estão cheias de dúvidas. Estas pessoas não têm dificuldade de aprender, tem problema de auto-estima!</p>
<p>Para crescer, nós temos que acreditar em nosso potencial, conhecer nossos pontos fracos e nossos pontos fortes, e descobrir o que temos que fazer para alcançar o que almejamos. Temos que perder o medo de errar e de ver onde erramos ( senão ninguém consegue concertar). Temos que ter persistência para construir este caminho e construções costumam ser demoradas. É aí que os jovens tendem a desistir: para eles um ano é uma eternidade. Mas nós sabemos que um ano, na perspectiva de uma vida, é pouco.</p>
<p>Além disso, ao brigar conosco, os filhos radicalizam uma posição e esperam que nós radicalizemos de outro lado. Desta forma, eles só ficam com o lado bom, e cabe a nós a parte “estragada”. Por isso radicalizar não funciona, os adolescentes ficam com uma única visão fracionada da realidade, o que dificulta a percepção do todo.</p>
<p>Pode ser que o caminho não valha o esforço, e aí desistimos. Mas vamos desistir de nossos filhos só porque eles não acreditam nas suas capacidades? Vamos desistir porque eles tiveram um “chilique”?</p>
<p>Nesta semana, véspera do Enem, muitos pais estão sofrendo junto com seus filhos. A vida não acaba depois do exame. Nem se passar, nem se não passar. Nós, pais e educadores devemos  fazer com nossas crianças, adolescentes e jovens adultos,  como os índios com a dança da chuva. Sabe por que a dança da chuva funciona? Porque os índios dançam até chover.</p>
<p>Boa semana do Enen. Boa dança.</p>
<hr size="1" /><a href="http://www.doralorch.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref1">[1]</a> Yves de La Taille –Limites: três dimensões educacionais – Ed Summus</p>
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		<title>VIOLÊNCIA NA ESCOLA? OUTRA?</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 20:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tragédia em São Caetano]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
		<category><![CDATA[Violência na escola]]></category>

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		<description><![CDATA[  A história do menino que matou a professora e se matou deixou o país indignado. Recebi muitos telefonemas querendo saber o que aconteceu com ele.  Não tenho a resposta, mas posso pensar sobre o caso. Sabemos que ele era um aluno alegre, de bom relacionamento. Pensei que poderia  ser fruto de uma educação excessivamente exigente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>  A história do menino que matou a professora e se matou deixou o país indignado. Recebi muitos telefonemas querendo saber o que aconteceu com ele.</p>
<p> Não tenho a resposta, mas posso pensar sobre o caso. Sabemos que ele era um aluno alegre, de bom relacionamento.<span id="more-315"></span></p>
<p>Pensei que poderia  ser fruto de uma educação excessivamente exigente, com pais rígidos. Mas pelo que li, não era isso:  o pai era afetivo  e preocupado ( não encontrando a arma foi até o colégio perguntar diretamente para os filhos se eles haviam pegado a mesma;  acreditou na palavra deles,  optando por não revistá-los, e os abraçou antes de ir embora, o que denota cuidado e respeito pela palavra dos filhos, e afeto explícito).</p>
<p>Será que estes pais erraram? Não parece.</p>
<p>As crianças falam que ele ameaçou matar a professora, mas devemos nos lembrar que na nossa língua exagerada, nós dizemos que vamos matar sem esta intenção (Menino se você me desobedecer eu te mato!, Estou morrendo de medo! Quero matar tal pessoa! Estou morto de cansaço!) Nossa cultura fala de coisas que não temos intenção de fazer, mas é assim que  nós nos relacionamos: “Menino se eu te pego! Ah se eu te pego!” Cada um pense o que quiser&#8230;</p>
<p>Há dois desenhos, desta criança (veja na UOL):  No primeiro desenho um menino (ele mesmo escreve: eu com 16 anos)  em pé entre carteiras vazias, e um professor em frente da lousa , o professor com um braço estendido. Não há sinais de conflitos entre as duas figuras. O menino de cabelo espetado ( como é moda entre os jovens), braços para trás (alguém disse de arma em punho? Não.)  Nada que me chamaria a atenção.</p>
<p>No verso, supostamente o menino armado. Seria adequado se imaginar armado numa casa onde o pai era segurança privado e policial, ou seja, o desenho só mostra que o menino se identificava com a figura paterna, algo esperado e adequado. Neste desenho percebemos sinais de que foi apagado algumas vezes, mas os braços continuam para traz e no peito como que um cinturão; A figura desenhada está quase na posição de sentido, e interessantemente ao lado de uma porta fechada, quase como se só  pudesse entrar na idade certa. Ao lado da porta um traço onde lê-se: FORA. Além do X no peito, não vi sinais de arma.</p>
<p>Mas alguma coisa me causou estranheza nos desenhos&#8230; não eram desenhos de criança deprimida, nem de alguém à beira do suicídio!  Eram desenhos que traduziam timidez, e  esperança no futuro (ambos mostravam o menino aos 16   anos)</p>
<p>Não havia traços depressivos, não há sinais de algo mais intenso. Talvez um não estar à vontade com o próprio corpo, coisa tão comum na adolescência! Mas nada  além da conta.</p>
<p>Aparentemente sem motivos , essa violência nos escapa, a  não ser por dois  detalhe: a questão da menoridade e a auto exigência.</p>
<p>Quando falo que sou contra a alteração da maioridade penal, considero que crianças em formação não têm noção da complexidade de seus atos, e neste caso isso é visível: o menino não tinha porque atirar na professora, e provavelmente ao ver o que fez, não agüentou as implicações e acabou tirando sua vida.</p>
<p>Outra questão, mais  sutil diz respeito a  exigência que este menino tinha para com ele mesmo. Nós pais achamos que é preciso exigir dos filhos e ensinar causa e conseqüência, o que é verdade; mas algumas crianças são mais exigentes consigo mesmas do que seria  saudável, e nestes casos a cobrança dos pais só  piora a situação.</p>
<p>Como ele era menor de idade,  sem noção exata de causa e conseqüência,  quando viu no que aquilo se transformou, não agüentou, e se matou.</p>
<p>Por isso a importância de não deixarmos armas perto de crianças pequenas. Especialmente armas carregadas. Uma arma em casa é sempre um perigo para as crianças e adolescentes que podem ao manuseá-las por curiosidade,  atirar sem querer. Ou que podem usá-las inadvertidamente, isso sem falar na possibilidade de serem roubadas e usadas para fins não tão nobres. Agora, na hora em que somos vítimas de violência e quando as pessoas que amamos estão em perigo, quem disse que nós vamos procurar uma arma! E quem disse que um revólver, nestas circustâncias é a melhor alternativa???</p>
<p>Nas inúmeras tragédias nas escolas americanas, as análises apontam que os protagonistas das ações tinham em comum o acesso fácil a armas de fogo.</p>
<p>Se esse menino continuasse vivo, será que as pessoas seriam  condescendentes com ele? Lembrariam que era um bom aluno? Ou achariam que era mais um caso de menor delinquente?</p>
<p>Aqui no Brasil não punimos os políticos que roubam nosso dinheiro, aquele que deveria ir para melhorar o salário dos professores, para melhorar o salário dos médicos e desta maneira termos profissionais mais qualificados e descansados para a função (eles são obrigados a acumular empregos para ter uma sobrevivência decente), que desviam o dinheiro que vai para a merenda das nossas crianças, que desviam de obras tão importantes para que nós pudéssemos chegar mais cedo em casa, ou que garantiriam nossa segurança e bem estar.</p>
<p>Por outro lado, somos implacáveis com os mais fracos. (Opa! Os mais fracos somos nós!)</p>
<p>Boa semana</p>
<address>Quero convidar a todos os interessados a participarem do 3º Congresso Internacional da ABRAMD Associação Brasileira Muldiciplinar de Estudos sobre Drogas, &#8211; que será realizado nos dias 30 de outubro a 2 de novembro, em Bento Gonçalves/RS. </address>
<address>Sempre que falamos em violência, a questão das drogas vem à baila, portanto é importante conhecer sua verdadeira extensão, e como prevenir e intervir de maneira eficiente. </address>
<address>o endereço para maiores informações e inscrições é <a href="http://www.amtepa.com.br/" target="_blank">www.amtepa.com.br</a> .</address>
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		<title>BRIGAS SEM SENTIDO</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 15:20:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento a dois]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem briga quer distância? Quer mesmo terminar um relacionamento? Quando alguém briga com o parceiro porque quer compania, está querendo se separar? Há dois tipos de briga, uma de quem quer distância, quando não agüentamos  mais ouvir a voz do parceiro;  outra de quem quer proximidade, e briga para ficar mais tempo junto, ou para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem briga quer distância? Quer mesmo terminar um relacionamento? Quando alguém briga com o parceiro porque quer compania, está querendo se separar?</p>
<p>Há dois tipos de briga, uma de quem quer distância, quando não agüentamos  mais ouvir a voz do parceiro;  outra de quem quer proximidade, e briga para ficar mais tempo junto, ou para chegar a um consenso.  A primeira é uma briga pela separação, a outra é uma briga pela união. Mas nem sempre o companheiro se dá conta de porque estamos bravos.<span id="more-304"></span></p>
<p>Isso é especialmente verdade nas histórias de amor em que um deles é abandonado. Ficamos tristes e com raiva de quem abandonou. Sempre achamos que o abandonado é a vítima, mas nem sempre as coisas são o que parecem. Pode ser que o abandonado tenha  provocado o abandono.</p>
<p>Joana era uma moça bonita, interessante e apaixonada por Guilherme. Guilherme também era apaixonado por Joana, só que não sabia mais o que fazer para provar seu amor. Se deixasse de telefonar no horário marcado, mesmo se tivesse uma ótima explicação, era espezinhado pela namorada.  Se quisesse sair com os amigos, ou com o irmão, só para bater papo, outra crise. A situação foi ficando tão tensa que chegaram a trocar ofensas. Tudo ia bem enquanto eles estivessem só os dois, mas bastava ele querer sair para a casa vir a baixo. Mesmo que fosse para trabalhar.</p>
<p>Joana percebia que extrapolava, mas não sabia mais o que fazer porque a explosão de sentimentos era mais forte do que sua razão.  Aliás foi por isso que ela veio procurar ajuda do Florescer da Fábrica.</p>
<p>Numa conversa fomos conhecendo melhor a Joana e o Guilherme, e percebendo que as fantasias de Joana estavam atrapalhando o relacionamento. Fomos percebendo que ela cobrava demais, que ia criando obstáculos no relacionamento para que Guilherme os ultrapassasse e  “provasse”  que a amava.</p>
<p>Perguntei: quem te abandonou? Ela ficou surpresa, era sempre ela quem acabava com os namoros. Insisti: mas quem foi que te abandonou??? Ela arregalou os olhos e perguntou: &#8211; Na vida? Meu pai. Mas ele não me abandonou, ele morreu!</p>
<p>Joana não percebia que seu nervoso não era pelo namorado, mas por seu pai. Sua morte tinha deixado marcas profundas, de medo e certeza de que perderia todos aqueles a quem amasse.</p>
<p>Ela brigava para não sentir a dor e o desespero que a falta de notícias despertava. Cada ausência significava uma perda em potencial. Mas como o Guilherme não era seu pai, não adiantava o que ele fizesse, nada aplacaria a falta do seu pai.  Por isso que ela pensava uma coisa, mas agia impulsivamente segundo padrões antigos de comportamento.</p>
<p>O medo de perder era tamanho que “abortava” os relacionamentos, de modo que não “perdesse” novamente aqueles a quem amava. E ao longo do caminho ia provocando pequenos abandonos, nas brigas, nas crises, quando não procurava quem ela queria ver. Estes pequenos abandonos iam minando os relacionamentos até que eles se tornassem insustentáveis.</p>
<p>Aí, a sensação da Joana era que sempre ela era abandonada. O que ela não percebia é que ela mesma provocava este tipo de desfecho.</p>
<p>Se ela não percebesse o que a estava movendo, no caso as brigas pelo medo que o namorado desaparecesse  como acontecera com seu pai, ia continuar exigindo coisas impossíveis, brigando por besteiras, e sendo abandonada.</p>
<p>Como diria Paulo Gaudêncio, quem abandona já foi muito abandonado.</p>
<p>Boa semana</p>
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		<title>ESTOU MELHOR OU ESTOU PIOR?</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 17:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicossomática]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>Tem mãe que procura ajuda psicológica para o filho e acha que ele vai mudar do ruim para o bom num piscar de olhos. Mas como as pessoas não são instantâneas, isso não acontece. Na verdade, antes de “ficar bom”, antes de encontrar o equilíbrio, os pacientes passam por fases nem um pouco agradáveis.  Isso complica quando recebemos uma criança boazinha, um amor, mas que tem, por exemplo, um problema de saúde. Para os pais aflitos, tudo o que eles querem é que aquele problema suma, como num passe de mágica, sem alterar as outras boas qualidades do filho ou da filha.<span id="more-290"></span></p>
<p>Mas isso é quase impossível. Primeiro porque uma criança muito boazinha está engolindo atitudes e sentimentos demais. Uma criança normal reclama, tem preguiça algumas vezes, se recusa a fazer as coisas outras vezes, e obedece na maioria do tempo. Uma criança normal não consegue ficar impecável por muito tempo, porque é da natureza  sua vontade de se mexer, ressaltando que meninos normalmente tem mais necessidade de movimento do que as meninas. Uma criança normal testa seus limites; experimenta dizer não para os pais para saber se precisa mesmo seguir as normas impostas; argumenta para ver se conseguem se livrar delas. Dependendo de como os pais lidam com estes “atrevimentos” as crianças aprendem a obedecer, ou a desconsiderar as normas que não lhe convém. Neste último caso,  as crianças, ou mais tarde os adolescentes se deparam com os limites da lei, tornando tudo muito mais complicado.</p>
<p>Mas voltemos à criança boazinha, que faz de tudo para agradar, alguém assim como a Carminha, que obedecia a mãe em todos os seus desejos, que não reclamava de nada, nem sai de casa para não preocupar a família. Carminha cresceu assim, uma verdadeira flor, tudo certinho, boa aluna, fez faculdade, conseguiu um bom emprego.</p>
<p>Apaixonou-se perdidamente, mas como a família foi contra, ela desistiu do namorado. Carminha casou com alguém que a mãe aprovou, mesmo sem estar  enamorada, porque “estas coisas vem com o tempo “.  Logo no começo percebeu que não seria tão fácil conviver com quem não amava, mas “esta era sua sina”.</p>
<p>Teve problemas no trabalho, porque aprendeu direitinho a obedecer cegamente, mas quando teve que fazer valer seu ponto de vista, não sabia como agir. Sentia-se incomodada, como se estivesse fazendo algo errado.</p>
<p>E este sentimento foi permeando sua vida. Pensou em se separar, mas não tinha coragem. Não sabia lidar com situação de confronto. Não sabia se impor.</p>
<p>Foi ficando triste, triste, cada vez mais triste. Até que um dia Carminha descobriu que estava com câncer! E agora?</p>
<p>Entre as recomendações médicas constava fazer psicoterapia. E nesta hora, ela teve que olhar suas escolhas, sua trajetória de vida. Percebeu que a vida que levava era infeliz, e pior que isso, esta vida a estava envenenando.</p>
<p>Carmem teve que aprender a se colocar, a dizer não para as situações que a incomodavam, a pensar em si, porque nos outros ela pensava o tempo todo. E com isso, descobriu-se uma pessoa que sentia as coisas. Ela começou a chorar, a dizer com raiva o que  não gostava (antes se irritava e até tratava mau os que estavam em volta, mas não conseguia perceber o que  sentia, nem o que  causava). Teve momentos de desespero.</p>
<p>Agora pergunto, ela ficou melhor ou ficou pior?</p>
<p>Do ponto de vista da psicologia ela estava muito melhor, ela sentia, sabia o que sentia, pensava, tinha consciência de suas escolhas, reagia. Mas do ponto de vista da família, ela estava pior: agora ela reclamava, chorava, se recusava a fazer certas coisa que sempre fizera. Agora Carmem dava trabalho, não aceitava tudo calada.</p>
<p>Apesar disso, o câncer foi embora.</p>
<p>Não se permitir sentir, ter que aguentar tudo calada a estava intoxicando. Talvez ela precisasse chorar, praguejar, seguir seu coração para  não adoecer. Talvez ela precisasse acertar e errar por conta própria.</p>
<p>Por isso, na maioria dos tratamenos psicológicos, antes de encontrar a estabilidade, as pessoas tendem aos extremos: quem era quieta fica faladeira, quem era intransigente torna-se muito flexível. Com o tempo cada um encontra seu meio-termo. </p>
<p>Sabe por que? Só sabemos onde está o caminho do meio, quando sabemos onde estão  as pontas&#8230;</p>
<p>Boa semana</p>
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		<title>O QUE FAZER COM ESTES ADOLESCENTES?</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 18:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
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		<description><![CDATA[ Tenho percebido que os pais estão cada vez mais perdidos em relação aos adolescentes. Primeiro porque a vida mudou muito nestes últimos anos: internet,celular, tweeter,  bate-papo on line, baladas até o sol raiar&#8230; Junto a tantas mudanças os novos códigos de conduta: não pode agredir, não pode dar apelidos, não pode  brigar na porta da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Tenho percebido que os pais estão cada vez mais perdidos em relação aos adolescentes. Primeiro porque a vida mudou muito nestes últimos anos: internet,celular, tweeter,  bate-papo on line, baladas até o sol raiar&#8230; Junto a tantas mudanças os novos códigos de conduta: não pode agredir, não pode dar apelidos, não pode  brigar na porta da escola, não pode transar se for menor de idade, não pode, não pode.</p>
<p>Todas estas regras inibem a agressividade dos adolescentes, logo deles, tão cheios de hormônios e desejos impossíveis!<span id="more-286"></span> Se não tiver como extravasar tantas vontades e frustrações (diga-se de passagem, através de muito exercício, esporte, trabalhos, ginástica, atividades que os façam suar)  esta montanha russa de emoções vai explodir na sala da sua casa, em agressões concretas ou simbólicas, através de ameaças para saber até onde os pais permitem que eles se expressem. Eles, mas aqui está incluso as meninas também.</p>
<p>Muitos pais ouvem as ameaças como promessas, e temem pelos filhos. Mas será que não há outra maneira de se lidar com o problema?</p>
<p>Carmem está perdida na educação de sua filha adolescente. Ela põe regras, mas a menina briga, grita a vida vira um inferno, e a mãe cede. Cede por medo do que a filha será capaz de fazer se ela não deixar. E cá entre nós  Virgínia é boa de ameaça: ela diz um monte de coisas graves e feias, coisas de dar vergonha!</p>
<p> A casa acalma quando Virgínia pernoita na casa da amiga.</p>
<p>Mas que amiga é essa? O que ela faz? Onde mora? Será que os pais dela sabem que Virgínia vai dormir lá esta noite? Carmem não sabe. Nunca falou com esta família, a não ser de passagem.</p>
<p>Os conflitos chegaram a tal nível que Carmem decidiu pedir ajuda:  quem sabe se a filha fosse se tratar, as coisas poderiam melhorar. Foi assim que  ela veio ao Florescer da Fábrica. Na conversa começamos a  perceber que Carmem não conhecia os amigos da filha. Por que não conhecia? Nunca tinha falado com os pais da menina, apesar dela ficar vários finais de semana na casa da Mariana. Não sabia quem freqüentava  a casa, nem quais os valores e pensamentos dos pais da Mariana, apesar destes pais tentarem conversar com ela. Nas raras vezes em que ela buscava Virgínia, Carmem se fechava e não puxava assunto.</p>
<p>Nos finais de semana a briga continuava: Carmem queria dizer que horas a filha deveria chegar e que horas deveria sair, mas não sabia aonde a filha ia.</p>
<p>Fomos conversando: o que era tarde para a mãe? Porque pode ser tarde para ficar na rua, mas não tarde se estiver em casa conversando. Se  a balada começa 23h, como voltar antes da meia-noite? Como saber quem vai buscar se não conhece os pais dos amigos?</p>
<p>Conversa vai, conversa vem, percebemos que Carmem não tinha parâmetros claros para cuidar da sua filha. Não sabia quando deveria deixar e quando deveria vetar.</p>
<p>Começamos então discutindo as normas que poderiam protegê-la: a qualquer hora que Virgínia quisesse sair, seria importante saber com quem  ia, onde ia, quem levava e quem buscava. Isso implicava num aumento de trabalho para Carmem, porque ela teria que conhecer os amigos e pais dos amigos para saber se eram pessoas da sua confiança. Implicava em convidar as amigas da filha para sua casa e prestar atenção nas meninas, talvez convidar as amigas e verificar como se comportavam.</p>
<p>Outra coisa que percebemos é que o diálogo entre mãe e filha não acontecia fazia tempo; elas só brigavam, e não havia explicação para as regras que a mãe impunha, nem espaço para os elogios, nem jeito de contar o que tinha acontecido durante o dia. Desta forma a filha não se abria com a mãe, e a mãe não conversava com a menina.</p>
<p>Sugerimos que ela descobrisse onde a melhor amiga morava, e que falasse com os pais da Mariana. Sugerimos também que ela convivesse com as amigas da Virgínia para ver quem elas eram.</p>
<p>Um tempo depois soubemos pela Carmem, que a filha tinha umas amigas muito legais, pessoas interessantes, com valores e postura parecidos com os da sua família. Por estar mais aberta ao dialogo, Carmem começou a descobrir que sua filha era mais ajuizada do que ela mesma pensava, e pasmem, que elas tinham gostos muito parecidos!</p>
<p>Carmem e Virgínia estão cada vez mais próximas, e por isso mesmo agora está mais fácil negar aquilo que a mãe considera nocivo para a filha. E apesar de reclamar, Virgínia obedece mais gora  porque percebeu que as regras valem para protegê-la. Quando o relacionamento melhorou, Virgínia concordou que precisava de ajuda psicológica.</p>
<p>E as ameaças? Quando os filhos se aproximam dos pais, quando percebem a lógica das normas impostas, as ameaças perdem espaço. Nos casos onde a ameaça ainda acontece, há mais força para impor suas condições e agüentar a cara feia dos filhos. Porque é isso que acontece na maior parte dos casos: a ameaça é um desejo que quer se impor, mas se não houver espaço, vira frustração. Frustração é algo que precisa ser ultrapassado, de uma forma ou de outra, mas faz parte da vida. E aí é só agüentar a cara feia e a tristeza.</p>
<p>Ter regras claras, disposição para o diálogo e firmeza, podem fazer milagres no relacionamento entre pais e adolescentes.</p>
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		<title>POR QUE É TÃO DIFÍCIL ESCREVER? II parte</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 12:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ana Maria Machado]]></category>
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		<category><![CDATA[não se preocupe com o que as pessoas vão pensar]]></category>
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		<category><![CDATA[um bom texto traz alguma coisa nova]]></category>
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		<description><![CDATA[Há ainda aquela dúvida clássica: por que eu? O que eu tenho para dizer aos outros? Talvez você seja porta-voz de idéias e sentimentos de muitas pessoas, e isso já é o diferencial. Fique atento aos outros: o que eles gostam de ouvir você dizer? Estas coisas, que na maioria das vezes nos parecem óbvias, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há ainda aquela dúvida clássica: por que eu? O que eu tenho para dizer aos outros?</p>
<p>Talvez você seja porta-voz de idéias e sentimentos de muitas pessoas, e isso já é o diferencial. Fique atento aos outros: o que eles gostam de ouvir você dizer? Estas coisas, que na maioria das vezes nos parecem óbvias, porque fazem parte da nossa visão de mundo, podem ser especialmente interessantes para algumas pessoas,  e estas percepções talvez merecessem ser escritas. Não precisa ser nada tão diferente: alguns colunistas se destacam por seu humor, ou por sua maneira de ver a realidade, ou pela maneira única de expressar sentimentos, emoções, realidades.</p>
<p>Há algumas discussões sobre o que é literatura, se ela deve ter um objetivo, se ela vale por si só;  Ana Maria Machado tem um  livro com várias palestras sobre este assunto  (Contracorrente:  Conversas sobre literatura e política, Ed. Ática, 1999 ). Nele, cita  Roberto Drummond comentando a “<strong>necessidade de  nos livrarmos da censura de esquerda, que na verdade somos nós mesmos</strong>, já que alguns autores  se cobravam ter um ideal a defender. Ana  lembra que na literatura vale tudo, a vida, os amores, sonhos, decepções&#8230;”</p>
<p>Além disso, cada um de nós tem sua maneira de contar os fatos, e este jeito é trabalhado ao longo de um tempo. Por vezes queremos fazer um texto de uma maneira, mas não estamos  certos de como transmitir aquela idéia, ou ainda a associação de idéias acaba nos levando para lugares inesperados. A essência pode continuar a mesma, ou seja, o que você queria vai ser dito, mas a forma, esta precisa ser lapidada.</p>
<p>Aqui vem uma dica, como qualquer atividade nova na nossa vida, escrever demanda treino, disciplina e constância para que a atividade possa ser automatizada.  Esta prática leva a destreza necessária para escrever no seu estilo. Ana Maria Machado, no livro Ruth e Ana, conta que no começo de sua carreira se esforçava para escrever todos os dias, pelo menos uma página. Pode parecer pouco, mas uma página bem escrita demanda muitos pensamentos, sentimentos e releituras, e trabalho árduo!</p>
<p>Outra dificuldade da escrita: alguns assuntos que nos chamam atenção podem esbarrar em sentimentos que nos causem sensações desagradáveis. Então nosso inconsciente nos leva por meandros que nem sempre temos condições conscientes de resolver. Nestes casos o texto fica parado até que o inconsciente consiga uma maneira de sublimá-lo, ou em linguagem leiga, até que o inconsciente consiga encontrar um jeito de lidar com a situação. Quem sabe a solução não pode vir da reflexão sobre o texto?</p>
<p>Por isso é importante alguns cuidados:</p>
<p>Primeiro: <strong>não se preocupe com o que as pessoas vão pensar</strong>. Você não consegue controlar os pensamentos dos outros, portanto desconsidere esta variável. Preocupe-se em mostrar o que você acredita. Faça uma escrita que lhe apeteça, que saia de dentro, que te encante.</p>
<p>Além disso, como é que você sabe que as críticas serão aquelas que passam pela sua cabeça? Não sabe. E quem disse que a crítica está certa? Vemos muitos filmes que a crítica não gosta e o público adora, e vice-versa.</p>
<p>Segundo: <strong>escreva pensando em alguém</strong>, tanto faz em quem. Quando se escreve pensando em alguém o pensamento sai coerente do começo ao fim, a escrita  faz sentido.</p>
<p>Terceiro: um bom texto traz alguma coisa nova, um ponto de vista, a argumentação, a maneira de encadear os fatos, a ironia, etc. Este algo mais é <strong>a maneira do escritor transcrever a realidade, seus valores e esperanças, e é único</strong>. Portanto, seu ponto de vista faz diferença.</p>
<p>Quarto: <strong>não critique tanto seu texto</strong> depois de pronto, deixe-o decantar por um ou dois dias e só depois o releie. Este tempo pode lhe ajudar a identificar se fez ou não um bom trabalho. Quando lemos a escrita em seguida, não conseguimos ter uma boa crítica.</p>
<p>Quinto:  <strong>peça a opinião</strong> de pessoas que você confie, mas que possam fazer uma leitura crítica. Dizer que está ótimo, só porque gostam de você não ajuda.</p>
<p><strong>Finalmente não desista</strong>. Por mais trabalhoso que seja, escrever é uma atividade profundamente prazerosa.</p>
<p>Boa semana e boa escrita.</p>
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		<title>POR QUE É TÃO DIFÍCIL ESCREVER? I parte</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 21:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dora Lorch</dc:creator>
				<category><![CDATA[DIFICULDADES]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[a idéia vai embora]]></category>
		<category><![CDATA[bloqueio]]></category>
		<category><![CDATA[conclusão estaria sujeita]]></category>
		<category><![CDATA[Escrever]]></category>
		<category><![CDATA[Escrever dói]]></category>
		<category><![CDATA[não raro trava a escrita]]></category>
		<category><![CDATA[o ponto de vista do autor]]></category>
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		<category><![CDATA[sensação de nudez]]></category>
		<category><![CDATA[sentimos vulneráveis quando escrevemos]]></category>
		<category><![CDATA[vale inclusive para escritas acadêmicas]]></category>

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		<description><![CDATA[ Quantas vezes temos uma idéia brilhante e achamos que esta idéia daria um artigo, um livro, uma peça? Mas ao sentarmos em frente ao computador, de repente a idéia vai embora, talvez não totalmente,  falta  alguma coisa para que a escrita saia. Cada frase, cada pensamento nos remete a críticas que alguém possa fazer. Tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Quantas vezes temos uma idéia brilhante e achamos que esta idéia daria um artigo, um livro, uma peça? Mas ao sentarmos em frente ao computador, de repente a idéia vai embora, talvez não totalmente,  falta  alguma coisa para que a escrita saia. Cada frase, cada pensamento nos remete a críticas que alguém possa fazer. Tudo nos leva ao fracasso.</p>
<p>Mas o que causa este bloqueio?<span id="more-258"></span></p>
<p>Entre ter uma idéia, e escrevê-la há um longo caminho a percorrer. A idéia precisa ser encadeada, embasada, relatada de maneira inovadora, e concluída de acordo. Muitas vezes temos um flash, uma sugestão de algum assunto que poderia interessar, mas concretizar estes pensamentos em texto, bem isso já é outra coisa. Escrever requer um trabalho interno de digestão de um determinado assunto ou pensamento, e uma gestação de como apresentar esta idéia ao público. As melhores obras são aquelas que trazem a visão particular do autor, traduzidas em palavras certeiras, que traduzem exatamente o que “eu queria dizer”.</p>
<p>Aliás, há muitas histórias parecidas em livros e filmes, mas a maneira de contá-las, o ponto de vista do autor, muda totalmente de uma narrativa para outra, e pode fazer a diferença entre ser ou não ser lido.</p>
<p>Além disso, quando escrevemos estamos trabalhando aspectos internos, portanto para a obra ficar “pronta” é preciso que consigamos resolver questões pessoais. Isso vale  inclusive para escritas acadêmicas, como teses e artigos. Ao se questionar se determinado modelo acadêmico ainda está atual, podemos estar avaliando nossas próprias existências. Portanto a conclusão estaria  sujeita ao momento do autor, inclusive determinando a escolha do arcabouço teórico,  mais  do que à visão científica do problema.</p>
<p>O mesmo vale para literatura: os desejos, medos, dúvidas,  satisfações e descontentamentos aparecem na escrita. Por isso nos sentimos vulneráveis quando escrevemos: pode ser que os outros não percebam, mas nós nos reconhecemos em cada pedaço daquele trabalho.  É como sentimos vulneráveis quando escrevemos, ver aquilo que não queremos que descubram.   E essa sensação de nudez, não raro trava a escrita, ou o mantém trancado dentro de uma gaveta.</p>
<p>Neste quesito a opinião dos outros não faz diferença. Talvez faça mais efeito uma psicoterapia. Escrever dói. Incomoda. Obriga-nos a mexer em coisas que não queríamos entrar em contato, no entanto são estas coisas que nos cutucam para escrever. Escrever também dá prazer. Antes disso, dá muito trabalho. Começar um texto é fácil, continuar já é outra coisa, pois depende do que pensamos sobre a situação, e nem sempre temos claro o que achamos. Ás vezes temos vergonha de falar sobre aquilo, porque nos remete a outro aquilo que não queremos lembrar.</p>
<p>Boa semana.</p>
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